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Fim da Escala 6×1 será discutido por meio de PEC, afirma Hugo Motta

Motta diz que fim da escala 6x1 será debatida por meio de PEC

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou nesta terça-feira (7) que a proposta para extinguir a jornada de trabalho 6×1 não será mais apresentada como um projeto de lei urgente. Em vez disso, o governo optou por discutir o tema através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que já está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A mudança no formato da proposta reflete uma estratégia para melhor adequar o debate às demandas da classe trabalhadora.

“O governo não mais enviará, segundo o líder do governo [deputado José Guimarães], o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por essa presidência de que iremos analisar a matéria por Projeto de Emenda à Constituição”, declarou Motta após uma reunião com líderes partidários na residência oficial.

Atualmente, a Constituição Brasileira prevê uma carga de até oito horas de trabalho diárias e 44 horas semanais. A CCJ está avaliando duas PECs que têm como objetivo estabelecer uma jornada de 36 horas semanais. A expectativa é que a admissibilidade das propostas seja analisada na próxima semana.

A primeira PEC visa abolir a jornada 6×1 e limitar a carga de trabalho a 36 horas por semana, permitindo a compensação de horas e a redução da jornada mediante acordo coletivo. Se aprovada, essa nova jornada entrará em vigor 360 dias após sua publicação. A segunda proposta também reduz a jornada de trabalho, mas com a implementação prevista para 10 anos após a publicação.

A urgência para o envio de um projeto ao Congresso foi considerada pelo governo, que poderia pressionar a pauta caso as discussões não progredissem rapidamente. A urgência exige que as duas casas legislativas deliberem sobre o tema em até 45 dias, sob risco de trancamento da pauta.

Após a aprovação na CCJ, Motta planeja criar uma comissão especial para aprofundar a discussão sobre a proposta. O objetivo é que o texto seja votado ainda em maio, permitindo que diversas partes interessadas possam se manifestar sobre a redução da jornada de trabalho sem comprometer salários.

“Imediatamente [após a aprovação na CCJ] criaremos a Comissão Especial para trabalharmos a votação em plenário até o final do mês de maio, dando a oportunidade de que todos os setores possam se manifestar acerca dessa proposta que é importante para a classe trabalhadora do país, pois nós estamos tratando da redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial”, afirmou Motta.

Além disso, Motta confirmou que a Câmara também deve votar nesta semana uma legislação que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores de aplicativos. “Esse projeto de lei é importante. Ele atende mais de 2 milhões de trabalhadores no país, que trabalham para essas plataformas. Com essa aprovação, esses trabalhadores passarão a ter previdência, seguro saúde, seguro de vida e garantias que hoje eles não têm”, apontou.

Na mesma pauta, será discutida a PEC 383/2017, que propõe a destinação de 1% da Receita Corrente Líquida da União para o financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), visando assegurar recursos contínuos para os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e demais programas de proteção social.

Fonte: Agência Brasil

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