O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar preocupações sobre a guerra no Irã e seus efeitos diretos sobre os preços do petróleo, que têm gerado um aumento significativo no custo do diesel no Brasil. O país depende da importação de cerca de 30% do combustível que consome, e a escalada de preços no mercado internacional tem gerado reflexos imediatos na economia nacional.
Em suas declarações, Lula enfatizou que o governo está adotando todas as medidas disponíveis para mitigar o aumento do preço do diesel, que impacta diretamente a inflação. “Nós tomamos todas as medidas possíveis para evitar que se aumente o óleo diesel”, afirmou o presidente durante um evento em São Paulo. Ele criticou a venda da BR Distribuidora, que dificultou a redução de preços, mesmo quando a Petrobras diminui seus valores.
“Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, declarou Lula.
Durante sua fala, Lula também abordou a responsabilidade dos líderes das cinco principais potências militares do mundo, que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Ele alertou sobre os efeitos colaterais da guerra no Irã, que elevam os preços de produtos básicos. “Então, é preciso dar um recado a esses cinco senhores membros [permanentes] do Conselho de Segurança da ONU: criem juízo. O mundo precisa de paz, o mundo não precisa de guerra”, ressaltou.
Medidas para conter aumento no diesel
A expectativa é que o governo anuncie uma medida provisória que estabelece um subsídio de R$ 1,20 por litro no diesel importado, com a intenção de conter a alta dos combustíveis. O ministro Dario Durigan confirmou que o governo busca a adesão dos estados para compartilhar o custo total de R$ 3 bilhões, que será dividido igualmente entre a União e os estados.
Essa iniciativa visa evitar o desabastecimento, especialmente em um momento em que os preços internos estão defasados em relação ao mercado internacional, agravando a situação econômica do país.
Dois meses de conflito
A guerra no Irã, que teve início com ataques dos Estados Unidos e Israel em fevereiro, completou dois meses sem uma solução à vista. O preço do barril de petróleo já subiu cerca de 50% desde o início do conflito, e os riscos ambientais e climáticos decorrentes da guerra têm sido amplamente discutidos por especialistas. A situação é especialmente preocupante na região do Oriente Médio, que abriga importantes produtores de petróleo, como o próprio Irã, que enfrenta a ameaça de invasão por tropas norte-americanas.
Fonte: Agência Brasil

