A Prefeitura de Traipu, localizada no interior de Alagoas, emitiu um comunicado alertando a comunidade sobre a escassez de diesel na região, alegando que a situação se deve à guerra no Oriente Médio. No entanto, o Sindicombustíveis-AL contradisse essa afirmação, garantindo que o abastecimento está funcionando normalmente.
Em suas redes sociais, a administração municipal mencionou que, em decorrência da possível crise no abastecimento, serviços essenciais, incluindo o transporte de pacientes, teriam prioridade. Além disso, a nota indicou que outros serviços poderiam enfrentar interrupções temporárias, embora não tenha fornecido detalhes específicos sobre quais atividades seriam afetadas.
A equipe do g1 tentou contatar a assessoria de comunicação da Prefeitura desde o dia 24, sem obter resposta até o fechamento desta matéria. A situação gerou preocupação entre os cidadãos, que dependem do diesel para diversas atividades diárias.
De acordo com o Sindicombustíveis-AL, em comunicado datado de 25 de outubro, a entidade entrou em contato com os postos de Traipu e foi informada de que a situação de abastecimento se apresenta normal. O sindicato acredita que o problema relatado pela prefeitura pode ser específico a um posto licitado, o que não estaria sob a responsabilidade do Sindicombustíveis-AL. Além disso, foi esclarecido que um dos postos é abastecido pela distribuidora Vibra, enquanto outro opera sem contrato de exclusividade.
A alta nos preços do petróleo, impulsionada pelo conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, tem gerado impactos significativos no mercado. O combustível fóssil, essencial para a produção de gasolina e diesel, teve seu preço elevado, levando o Governo Federal a anunciar a isenção de impostos sobre o diesel e a imposição de taxas sobre a exportação de petróleo.
Na última sexta-feira, entidades do setor de combustíveis solicitaram medidas adicionais ao governo federal para mitigar os riscos de desabastecimento de diesel no país. O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon-AL) também se pronunciou, informando que mais de 150 postos foram notificados devido a aumentos indevidos nos preços da gasolina durante uma ação nacional iniciada em 19 de março.
As investigações do Procon-AL revelaram que cerca de 25% das notificações resultaram em infrações, principalmente entre os estabelecimentos que não apresentaram respostas dentro dos prazos estipulados. A fiscalização abrangeu 27 cidades de Alagoas, incluindo a capital Maceió, onde os preços do etanol e da gasolina têm sido monitorados atentamente.
Fonte: G1

