A chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Mulher de Alagoas, Lara Omena, fez uma grave denúncia em um vídeo publicado em suas redes sociais, onde relatou ter sido vítima de assédio e perseguição durante uma viagem de trabalho em um hotel localizado em Brasília. O autor do assédio foi identificado pelo estabelecimento, embora seu nome não tenha sido revelado.
Com 37 anos e formação em Direito, Lara Omena explicou que o incidente ocorreu logo após um café da manhã, na última quinta-feira (19), quando estava acompanhada da secretária Marília Albuquerque. “Ela terminou de comer e disse que estava passando mal e que iria vomitar. Aí eu falei bem alto: ‘Oxe, vai vomitar?'”, recordou a chefe de gabinete, que se divertiu com a situação até que o homem próximo a elas reagiu de maneira inesperada.
Após o café, Lara e Marília se dirigiram ao 5º andar do hotel, onde estavam hospedadas em quartos diferentes. O suspeito as seguiu até o elevador e, ao saírem, tentou se aproximar. “Assim que a gente saiu do elevador, ela [Marília] disse que quase tinha vomitado no elevador… Assim que eu abri a porta, o cara estava na porta, parado, e disse que queria me conhecer melhor e pediu meu telefone, mas eu disse que não tinha interesse”, contou.
Lara relatou que o assédio se intensificou quando ela tentou fechar a porta do quarto. O homem pressionou a entrada e só recuou após a intervenção da secretária Marília, que ameaçou chamar a polícia. “A única coisa que eu consegui fazer foi tremer. Eu estava praticamente implorando para o homem sair da minha porta”, desabafou.
Ao ser confrontado, o homem alegou estar hospedado no mesmo andar e afirmou que “não estava querendo problema”, mas insinuou que, se quisessem, poderiam tê-lo. Após o ocorrido, Lara, junto com Marília e sua ex-sogra, formalizou uma queixa junto à administração do hotel. Uma atendente informou que o suspeito já havia deixado o local.
De volta a Maceió, Lara registrou um Boletim de Ocorrência sobre o incidente. Ela expressou sua surpresa ao perceber que, ao contrário do que pensava, não soube como reagir diante da situação. “Eu achava que seria essa mulher. Mas eu fui uma lesma, uma ameba, eu não consegui nem falar alto”, comentou, enfatizando a importância de denunciar tais situações.
A Polícia Civil de Alagoas está colaborando com a Polícia Civil de Brasília para investigar o caso. Em nota, a Secretaria de Estado da Mulher repudiou o ato, classificando-o como “covarde” e reafirmando que não tolerará qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres.
Fonte: G1

