Passados oito anos desde o início da tragédia desencadeada pela extração de sal-gema em Maceió, as vítimas do desastre insistem na importância de manter a memória dos eventos vivos. O primeiro tremor, que ocorreu em 3 de março de 2018, deu início a um processo devastador que resultou na evacuação e destruição dos bairros de Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Mutange e partes do Farol, afetando aproximadamente 60 mil pessoas.
Com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a situação e enfatizar a urgência das reparações ainda não cumpridas, o Programa Nosso Chão, Nossa História lançou a iniciativa “Para Sempre, Nosso Chão”. Entre as principais demandas está a destinação da multa de R$ 150 milhões imposta pela Justiça à Braskem para projetos coletivos de reparação. “As pessoas foram atingidas coletivamente e sofreram o dano da mesma forma”, destacou Dilma de Carvalho, presidente do Comitê Gestor de Indenização Extrapatrimonial e ex-residente do Pinheiro.
A moradora do Bebedouro, Ana Paula Silva, relembra o momento em que sentiu o tremor. “Eu lembro bem quando tudo aconteceu: estava com meus familiares e percebi quando o chão tremeu demais. Na época, me perguntei: que estranho, como assim Maceió tem tremor?”, compartilhou Ana Paula, refletindo sobre a incredulidade do momento.
Os organizadores da campanha planejam, durante todo o mês de março, a divulgação de conteúdos informativos nas plataformas digitais do Programa, como site, Instagram, Facebook e WhatsApp, em referência ao dia que marcou a vida de milhares de alagoanos. A mobilização conta também com a colaboração de uma rede de parceiros envolvidos nos projetos de reparação do Nosso Chão.
Além das publicações online, eventos presenciais serão realizados para engajar diretamente com as comunidades afetadas, reforçando a necessidade de apoio e reparação. Essa ação visa não apenas lembrar o ocorrido, mas também promover um diálogo sobre os caminhos para a recuperação e justiça.
Fonte: Secom Alagoas

