A polícia de Maceió prendeu, na última quinta-feira (19), três indivíduos suspeitos de estarem envolvidos na morte de Dário José Rodrigues, motorista por aplicativo de 61 anos. O crime ocorreu após Dário ter sido emboscado durante um encontro marcado com uma mulher que conheceu online, no bairro Tabuleiro dos Martins. Ele estava desaparecido desde o domingo anterior (15).
De acordo com informações fornecidas pela Polícia Civil, os suspeitos confessaram sua participação no ato, que será classificado como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Na quinta-feira, um corpo, que se acredita ser o de Dário, foi encontrado em um canavial em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. A identificação oficial do corpo ainda depende de exames periciais, já que a decomposição estava avançada. O veículo da vítima foi descoberto carbonizado na mesma área.
As investigações indicam que o assassinato foi meticulosamente planejado. Além da mulher com quem Dário mantinha um relacionamento, um casal aguardava sua chegada no apartamento onde o crime ocorreu. O delegado Igor Diego, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), relatou que, ao chegar ao local, Dário foi atacado por um homem, que é namorado de uma das mulheres presentes. “Eles [Dário e a namorada] começaram a conversar, sentaram no sofá da casa e nesse momento o cidadão, que estava dentro do quarto, já saiu e deu uma facada no pescoço da vítima”, explicou o delegado.
Após o ataque inicial, o autor do crime pediu que uma das mulheres trouxesse outra faca, e ela atendeu ao pedido, desferindo novas facadas na região do tórax. O grupo também utilizou um martelo para agredir Dário antes de enrolar seu corpo e colocá-lo em seu próprio carro.
A localização dos suspeitos foi facilitada por uma movimentação financeira suspeita. Eles realizaram um empréstimo de R$ 1 mil em nome de Dário e transferências via pix para a conta de um dos envolvidos. “A família percebeu a movimentação financeira e forneceu as informações a respeito do pix, que tinha as informações do autor do crime”, detalhou o delegado João Marcello, da seção de antissequestro da DRACCO. Além disso, os suspeitos venderam os celulares de Dário e tentaram negociar seu carro, mas não tiveram sucesso devido à grande repercussão do caso.
Fonte: G1

