O corpo de uma jovem trans, que estava desaparecida desde o último sábado (7), foi encontrado na quarta-feira (11) em Coqueiro Seco, na região metropolitana de Maceió. O pai da vítima foi quem fez a descoberta trágica, ao localizar a cabeça de sua filha durante as buscas que envolviam familiares e amigos. A Polícia Civil de Alagoas já iniciou as investigações sobre o caso, que ainda não tem informações claras sobre as motivações ou a causa da morte.
A jovem, identificada como Jhonata, de 17 anos, usava o nome social “Manu”. Após a localização da cabeça, o corpo foi encontrado pelos bombeiros em uma ribanceira com cerca de 200 metros de altura, na Fazenda das Flores, e posteriormente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). De acordo com relatos da TV Asa Branca Alagoas, um suspeito se apresentou à polícia, prestou depoimento e foi liberado, sem que até o momento houvesse prisões.
O Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos da População LGBTQIA+ de Alagoas manifestou sua indignação em relação ao crime, afirmando que “o caso provoca indignação, dor e consternação”. O conselho também exigiu uma investigação rigorosa e transparente para que os responsáveis sejam punidos.
Manu era estudante e teve uma trajetória marcada pela participação na quadrilha junina Brilho Lunar, em Coqueiro Seco. Uma homenagem nas redes sociais destacou sua importância e alegria, com uma mensagem que ressaltou: “Sua presença iluminava nossos ensaios, nossas apresentações e, principalmente, nossas vidas.” A perda de Manu é sentida por todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela.
Esse não é um caso isolado. Em janeiro, outra mulher trans, Bianca Costureira, de 50 anos, foi assassinada em Alagoas. O crime, que ocorreu em Porto Calvo, foi brutal, com a vítima sendo atacada com 25 facadas. O suspeito foi detido em Maceió e, segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes.
Fonte: TV Asa Branca Alagoas

