Na manhã da última terça-feira (3), um grave acidente envolvendo um ônibus no município de São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, resultou na morte de 16 pessoas e deixou várias feridas. O veículo, que transportava cerca de 60 romeiros retornando de uma festividade religiosa no Ceará, capotou em um trecho conhecido como Curva da Morte, na rodovia AL-220. Informações iniciais indicam que o motorista perdeu o controle do ônibus, levando à tragédia.
A Polícia Civil local já deu início a um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram ao acidente. Segundo dados do Governo de Alagoas, 15 vítimas faleceram no local, enquanto uma outra não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente em um hospital. O evento marcava o retorno dos fiéis da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, que ocorreu entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro.
Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças, com idades que variam de 4 a 73 anos. A lista de falecidos inclui nomes como Adelmo José de Oliveira, 52 anos, e Maria do Socorro Santos, 73 anos. A tragédia gerou comoção na região, onde muitos se uniram em solidariedade às famílias afetadas, como expressou um dos sobreviventes: “’Deus e Padre Cícero vão confortar’”, referindo-se à fé que une os romeiros.
O ônibus envolvido no acidente não estava em conformidade com a regulamentação, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O veículo operava de forma irregular, sem a devida habilitação para transporte de passageiros e sem os requisitos de segurança necessários. No entanto, o prefeito de Coité do Nóia contestou essa informação, afirmando que o transporte havia sido contratado por meio de processo licitatório.
Até o momento, 20 pessoas foram atendidas em hospitais da região. Quinze delas receberam cuidados no Hospital Regional do Alto Sertão, com um paciente já liberado. Uma criança, com múltiplas fraturas, foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE) em Maceió, onde permanece em estado grave. A situação dos sobreviventes continua a ser monitorada pelas autoridades de saúde.
As perguntas que ainda permanecem sem resposta incluem as causas exatas do acidente, quem será responsabilizado e qual é o estado de saúde dos sobreviventes. O caso continua a ser uma preocupação para a comunidade local e para as autoridades de segurança.
Fonte: G1

