Um turista de 24 anos foi preso em flagrante neste sábado (29) após proferir ofensas de caráter xenofóbico contra um policial da Operação Litorânea Integrada (Oplit), na praia da Pajuçara, em Maceió. Natural de Poços de Caldas (MG), o jovem teria insultado o agente chamando-o de “nordestino nojento”.
Segundo a Polícia Civil, a equipe da Oplit havia sido acionada por banhistas para intervir em uma confusão na faixa de areia. Ao chegarem ao local, os policiais identificaram os envolvidos e iniciaram a abordagem. Durante o procedimento, um dos homens demonstrou resistência e reagiu às ordens dos agentes.
Após a revista pessoal, o policial orientou que ele permanecesse em silêncio, mas o turista retrucou dizendo que o agente deveria “abordar nordestino”, reafirmando sua origem mineira. Diante da insistência em desobedecer às ordens, o policial reforçou o pedido de silêncio. Nesse momento, o suspeito proferiu a injúria xenofóbica que motivou a prisão.
O homem recebeu voz de prisão, resistiu e precisou ser contido com força física e algemado. Antes de ser levado à Central de Flagrantes, ele foi conduzido à UPA da Santa Lúcia para avaliação médica. Na unidade, segundo o relato policial, continuou a hostilizar o agente e chegou a fazer ameaças de vingança. As ameaças teriam sido repetidas novamente durante o processo de identificação na Central de Flagrantes.
Xenofobia e injúria racial são crimes no Brasil
A legislação brasileira prevê penas para atos de discriminação e preconceito. A Lei nº 7.716/1989 tipifica como crime condutas motivadas por preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O Código Penal também inclui manifestações xenófobas no crime de injúria racial, conforme o artigo 140, §3º, ampliando a proteção contra ofensas que atacam a dignidade de uma pessoa por sua origem.


