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“Serial killer de Maceió” volta a culpar entidade divina por assassinato de Beatriz Henrique

Reprodução/MPAL

Durante mais uma sessão de julgamento realizada nesta quinta-feira (13), em Maceió, o réu Albino dos Santos Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, voltou a dar declarações controversas ao tentar justificar os crimes pelos quais responde. Ele afirmou que o assassinato de Beatriz Henrique da Silva, ocorrido em dezembro de 2023, teria sido ordenado por uma “entidade divina”, o arcanjo Miguel.

Em seu depoimento, Albino afirmou que estava em casa quando teria recebido uma “mensagem celestial” que o fez cometer o crime. “O arcanjo Miguel me acordou. Eu vi um fogo vindo de cima pra baixo. Depois disso, não lembro de nada, só de chegar em casa de madrugada”, declarou, alegando que não estava em plena consciência no momento do homicídio.

Beatriz foi morta a tiros dentro de sua própria residência, na Rua Cabo Reis, bairro da Ponta Grossa. O ataque aconteceu enquanto ela dormia ao lado do filho de quatro anos, que também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu.

Durante o julgamento, Albino tentou ainda desqualificar a vítima, acusando-a falsamente de envolvimento com o tráfico de drogas — uma versão já desmentida pela polícia e pela Justiça. “Ele [o arcanjo] me mandou eliminar o joio da sociedade”, afirmou o réu, insistindo que teria agido sob influência de forças espirituais.

Os argumentos, no entanto, não têm sustentação médica nem jurídica. Um laudo psiquiátrico oficial descartou qualquer transtorno mental que pudesse comprometer sua capacidade de compreender os atos cometidos. “Na minha família há traços de loucura”, disse Albino, tentando atribuir o crime a uma suposta “anomalia mental”.

Com 18 homicídios e seis tentativas de assassinato atribuídos a ele, Albino dos Santos Lima já acumula penas que somam mais de 140 anos de prisão. A sequência de execuções violentas o colocou entre os cinco maiores assassinos em série do Brasil, segundo dados das autoridades de Alagoas.

O julgamento segue com a oitiva de testemunhas e novas análises de casos ainda pendentes. As famílias das vítimas esperam que todas as condenações sejam mantidas e que Albino continue cumprindo pena em regime fechado.

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