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Deputada Ana Elisa desativa conta em rede social após receber ameaças de morte

Ana Elisa desativa conta no X após sofrer ameaças de morte

A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva, de apenas 21 anos, tomou a decisão de desativar sua conta na plataforma X após enfrentar uma série de ameaças de morte e violência sexual durante sua campanha. Ana Elisa, membro do PT, já havia registrado as ameaças na Polícia Civil de Minas Gerais, relatando que as mensagens continham ataques machistas, racistas e ameaças de estupro. A parlamentar se tornou um alvo frequente de hostilidades nas redes sociais, especialmente desde sua participação em um evento em Brasília, onde reforçou o apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaças de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país. O debate político para mim, nunca foi sobre isso. A minha equipe desativou a minha conta no Twitter, porque nós estávamos recebendo ameaças de morte a cada dois minutos. A ameaça de morte e ameaça de estupro”, desabafou a jovem deputada em uma plataforma alternativa.

Ana Elisa expressou sua preocupação com a falta de segurança, afirmando estar “totalmente vulnerável” por ainda não contar com escolta. A deputada já havia compartilhado prints de um e-mail recebido em setembro, onde o autor se identificava como membro de um grupo extremista, a Ku Klux Klan, e fazia ameaças específicas a ela.

Além das ameaças, o remetente da mensagem destacou que não tolera a presença de mulheres negras em posições de poder, explicitando intenções de violência. Essa situação revela um panorama alarmante de violência política direcionada a mulheres, especialmente em um contexto eleitoral.

A deputada mais jovem do Brasil

Ana Elisa conquistou 524.219 votos nas eleições de 2026, tornando-se a segunda mais votada em Minas Gerais e a mulher mais votada na história do estado para a Câmara dos Deputados. Com essa vitória, ela se destacou como a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil. Natural de Divinópolis, a jovem é estudante de direito e iniciou sua trajetória política ao acompanhar sua mãe em atividades sindicais.

Durante sua campanha, Ana Elisa ganhou notoriedade nas redes sociais, abordando temas como política, direitos sociais e feminismo, acumulando quase 2 milhões de seguidores no Instagram, número que já ultrapassa 3 milhões atualmente.

Um panorama de violência política

No final de setembro, diversas organizações da sociedade civil apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório contendo relatos de violência contra mulheres candidatas nas eleições de 2026. O documento destaca que a violência política de gênero aumentou 11 vezes entre 2022 e 2026, abrangendo agressões físicas, verbais e ameaças de morte.

Como denunciar e buscar ajuda

Mulheres que enfrentam violência política ou qualquer pessoa com conhecimento sobre essas ocorrências podem comunicar os fatos a diversos canais institucionais, como o Ministério Público Eleitoral e as autoridades policiais. O Ligue 180, um serviço de atendimento à mulher, oferece suporte gratuito e sigiloso 24 horas por dia. Além disso, outras instituições, como a Ouvidoria Nacional da Mulher e a Polícia Federal, estão disponíveis para auxiliar na denúncia e na orientação jurídica.

Em situações emergenciais, é fundamental acionar a Polícia Militar pelo número 190.

Fonte: Agência Brasil

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