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TJ-AL determina reintegração do delegado Daniel Mayer após afastamento por suspeitas de crimes

TJ-AL determina que delegado Daniel Mayer retorne ao cargo após ser afastado por suspeita de crimes

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) decidiu que o delegado Daniel José Galvão Mayer deve retomar suas atividades na Polícia Civil do estado. Essa decisão ocorre em meio a investigações sobre sua suposta interferência no caso da morte do empresário Kléber Malaquias, ocorrida em setembro de 2020. O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) recebeu um prazo de 10 dias para contestar essa deliberação.

A decisão foi divulgada no Diário Eletrônico do TJ-AL nesta sexta-feira (4). De acordo com o tribunal, as evidências que sustentaram a denúncia do MP-AL, coletadas através da quebra de sigilo telefônico, foram consideradas inválidas. O g1 tentou contato com o MP-AL para confirmar se haverá apelação, mas ainda não obteve resposta.

“Ante o exposto, com fundamento no art. 282, §5º, do Código de Processo Penal, suspendo a medida cautelar de afastamento das funções públicas de Daniel José Galvão Mayer e Ivia Benean das Neves Teixeira, determinando o retorno de ambos ao exercício de suas atividades funcionais junto à Polícia Civil do Estado de Alagoas”, afirma uma parte da sentença.

Antes de seu afastamento, Daniel Mayer foi detido pela Polícia Federal em setembro de 2024. Naquela ocasião, ele ocupava a posição de diretor da Polícia Judiciária da Região Metropolitana e liderava a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, além de ser o responsável pelo inquérito sobre a morte de Kléber Malaquias. A decisão do tribunal também inclui a reintegração da servidora Ivia Benean das Neves Teixeira.

O g1 também procurou a defesa de Mayer e a Polícia Civil de Alagoas para verificar se existe um cronograma para o retorno do delegado, sem sucesso até o momento.

O MP-AL havia denunciado Daniel Mayer em junho de 2025, alegando que ele prejudicou as investigações sobre a morte de Kléber Malaquias. As acusações incluem apropriação e desvio de recursos públicos, além de fraude na utilização de verbas indenizatórias.

Em outubro de 2024, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu pela soltura do delegado, argumentando que, embora as acusações fossem graves, os crimes não envolveram violência ou ameaças severas. Na ocasião, as medidas cautelares impostas foram consideradas adequadas, incluindo proibições de contato com envolvidos no caso e a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.

Fonte: G1

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