SÃO PAULO, SP – O instituto privado criado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi responsável pela celebração de 68 contratos com entidades públicas, todos realizados sem processo licitatório. O montante recebido por essa instituição alcança a cifra de R$ 11,5 milhões. As informações sobre esses acordos foram reveladas em uma análise detalhada dos registros de contratos públicos.
A prática de firmar contratos sem licitação tem gerado discussões em torno da transparência e da legalidade das operações realizadas por instituições que mantêm vínculos com figuras públicas. Especialistas em direito administrativo alertam que a ausência de concorrência pode comprometer a integridade dos processos e favorecer a corrupção.
Em resposta a essas alegações, o ministro Mendonça se afastou do cargo no instituto, destacando que sua decisão visa garantir a lisura das atividades da instituição. “A minha saída é um passo necessário para evitar qualquer tipo de questionamento sobre a atuação do instituto”, afirmou Mendonça.
Essa situação levanta questões sobre a relação entre instituições privadas e o poder público, especialmente em tempos onde a fiscalização e a ética se tornam cada vez mais essenciais. A sociedade observa atentamente as repercussões desse caso e as possíveis implicações que podem surgir a partir das investigações que estão em andamento.
Fonte: Folha de S.Paulo


