Arthur Lira, candidato ao Senado por Alagoas, expressou preocupações sobre o impacto do possível fim da escala 6×1 na geração de empregos em diversos setores econômicos. Durante sua participação em uma sabatina da TV Ponta Verde, realizada na terça-feira (1º), Lira também destacou a presença de facções criminosas em pontos turísticos do Litoral Norte e criticou o sistema de saúde do estado.
As declarações de Lira fazem parte de uma série de entrevistas com candidatos ao Senado, que têm como objetivo esclarecer propostas e visões de cada um. O próximo a ser entrevistado será Davi Davino Filho (Republicanos), nesta quarta-feira (2). Além do tema do trabalho, o candidato abordou questões relacionadas à saúde, educação, cotas raciais e segurança pública.
Em relação à segurança, Lira mencionou que organizações criminosas têm avançado em regiões turísticas como São Miguel dos Milagres e Maragogi, afirmando que o tráfico tem afetado a vida cotidiana dos moradores. “O tráfico está tomando conta da vida das pessoas e o Estado está leniente”, afirmou. Ele defendeu um endurecimento das penas para membros de facções e a necessidade de que esses indivíduos cumpram pena em unidades de segurança máxima.
Sobre a redução da jornada de trabalho, Lira considerou a discussão “prematura”, ressaltando que a medida poderia aumentar os custos operacionais das empresas. “Tem muitos setores que vão desempregar porque não vão aguentar a rotatividade de funcionários”, destacou. Ele também mencionou a mudança de perfil dos trabalhadores, que estão buscando atividades autônomas em vez de empregos formais.
No campo da saúde, Lira criticou a regulação do sistema em Alagoas, afirmando que muitos cidadãos precisam viajar longas distâncias para receber atendimento médico. “A regulação da saúde do estado de Alagoas é capenga, ela é para privilegiar alguns”, disse. O candidato prometeu destinar recursos para melhorar a atenção básica e reduzir a demanda por hospitais em Maceió.
Referente às cotas raciais, Lira defendeu que essas políticas são essenciais, mas não devem ser permanentes. Ele ressaltou que a solução para desigualdades sociais deve incluir investimentos em educação e geração de empregos. “Cotas, no mundo, elas servem sim como incentivo; não podem ser uma política pública permanente”, argumentou.
Na educação, Lira enfatizou a importância de valorizar os professores, sugerindo que a remuneração deve ser vinculada a resultados. Ele também abordou a alta taxa de analfabetismo em Alagoas, pedindo uma maior colaboração entre União, estados e municípios para enfrentar o problema.
Por fim, o candidato manifestou apoio à ampliação de creches e escolas em tempo integral, destacando a importância de proporcionar um ambiente seguro para crianças pequenas enquanto suas mães trabalham. Lira mencionou o programa Gigantinhos em Maceió e expressou a intenção de liberar recursos federais para a construção de mais unidades de educação infantil.
Fonte: G1


