Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, apresentou suas ideias para o desenvolvimento econômico do Nordeste durante uma visita a Maceió na última quinta-feira (20). Ele defende a criação de Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) na região, que incluirão incentivos fiscais e um regime trabalhista diferenciado para empresas que decidirem se estabelecer nessas áreas. A proposta foi discutida em uma coletiva de imprensa realizada na capital alagoana.
Santos enfatizou que sua iniciativa visa atrair investimentos tanto de empresas nacionais quanto internacionais, priorizando a instalação de indústrias e o aproveitamento da mão de obra local. “Nós vamos criar aqui, na região Nordeste, zonas econômicas especiais. Ou seja, serão zonas com impostos mais baixos, com regime trabalhista especial, que vai permitir que empresas se instalem para que a gente possa produzir, especialmente manufaturas, utilizando a mão de obra local”, declarou.
O candidato também ressaltou que sua proposta busca aumentar a atividade econômica e a geração de empregos na região, ao incentivar a vinda de novos investidores. “[A ideia é] fazer com que empresários não só daqui, mas de outras regiões do Brasil e até de fora se instalem, aumentando a complexidade da região e, assim, fazendo as pessoas ficarem mais ricas”, afirmou.
Durante a coletiva, Renan Santos também mencionou a criação de uma Lei de Responsabilidade Gerencial, que estabeleceria metas para as administrações municipais. Segundo sua proposta, prefeitos que alcançarem os objetivos estipulados teriam acesso a recursos adicionais, enquanto aqueles que não cumprirem as metas poderiam enfrentar penalidades, incluindo a perda de direitos políticos. Ele indicou que os indicadores de sucesso incluem a atração de empresas, a geração de empregos formais e a diminuição da dependência de programas assistenciais.
O presidenciável também deixou claro que não pretende eliminar os benefícios sociais destinados a famílias de baixa renda que se encontram em situações vulneráveis. “Uma família de baixa renda que mora em uma cidade sem atividade econômica, ou uma mãe de três filhos sem a presença do pai, não tem muito o que fazer. A política assistencial precisa continuar existindo. Agora, ela varia de remédio para veneno de acordo com a dose, e essa dose já cruzou muitas linhas”, explicou.
Para aqueles considerados aptos ao trabalho, Renan propõe a criação de frentes de serviço com a participação do governo federal, oferecendo oportunidades de emprego em áreas como manutenção urbana e conservação de rodovias. “Vamos levar frentes de trabalho com participação do governo federal, oferecendo empregos nas áreas de zeladoria, manutenção urbana e rodovias. Essas pessoas também vão receber vale-transporte e vale-alimentação, além do valor do auxílio”, afirmou.
Além disso, o candidato delineou um plano para a habitação, que incluirá a regularização de imóveis em comunidades e a concessão de títulos de propriedade. Ele também defendeu a construção de prédios em áreas de risco para reassentar moradores. De acordo com Renan, o plano de urbanização terá um horizonte de 10 a 15 anos e será realizado em colaboração com estados e municípios.
Fonte: G1


