A recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que Alagoas ocupa a posição de maior taxa de analfabetismo no Brasil, com 13,1% da população com 15 anos ou mais incapaz de ler ou escrever. Esse dado, que foi divulgado na última sexta-feira (19), contrasta fortemente com a média nacional, que é de apenas 4,9%. Os números fazem parte do Módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e indicam que a maior parte dos analfabetos no estado são idosos com mais de 60 anos.
O chefe da Seção de Disseminação de Informações do IBGE em Alagoas, Neison Freire, afirma que os dados corroboram o que já havia sido observado no Censo Demográfico de 2022. Ele destaca as consequências práticas da falta de alfabetização na vida cotidiana: “Uma pessoa que não sabe ler não tem a liberdade sequer de pegar um ônibus, porque associa o letreiro a um desenho. Se aquele itinerário mudar, as coisas ficam ainda mais difíceis”, explicou.
Freire enfatiza que o analfabetismo não é apenas uma questão educacional, mas também um fator que acentua a vulnerabilidade social. Para enfrentar esse desafio histórico, ele propõe a criação de um pacto entre governo, setor privado e sociedade civil. Entre as medidas sugeridas, estão a ampliação da oferta de cursos para jovens e adultos, a alocação de mais recursos públicos para a educação básica e o envolvimento do setor privado em ações de combate ao analfabetismo.
Apesar das diversas iniciativas implementadas ao longo dos anos, o IBGE conclui que os esforços ainda não foram suficientes para provocar uma redução significativa nas taxas de analfabetismo em Alagoas.
Fonte: G1


